Garoto que matou colega de escola pretendia assassinar outras duas meninas

“Um garoto frio, que em momento algum demonstrou qualquer tipo de arrependimento, e que confessou que pretendia matar três colegas de escola”.

Por Capital do Entorno 24/08/2017 - 23:56 hs
Foto: Ilustrativa/Internet

Assim o delegado Luiz Gonzaga Júnior, adjunto da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) descreveu o garoto de 13 anos que, na quarta-feira (23), foi apreendido em flagrante logo após matar, a facadas, a estudante Tamires de Paula, de 14 anos, no prédio onde ambos moravam, no Jardim América, em Goiânia.

Em depoimento prestado de forma informal ao delegado, o garoto disse que pegou o dinheiro que ganhou em seu último aniversário, em junho passado, e comprou uma faca, que levava todo dia para a escola. “Ele falou que pretendia matar três meninas, entre elas uma que gostava dele, e outra que provocasse um grande luto na escola”, relatou Luiz Gonzaga Júnior.

O garoto, ainda segundo o delegado, não explicou porque decidiu assassinar Tamires, que apesar de estudar na mesma escola, e morar no mesmo prédio, não tinha convivência com ele.

A perícia constatou, e o próprio autor relatou que antes de matar Tamires a facadas, bateu a cabeça dela várias vezes na parede. “Como não conseguiu matar ela com pancadas, ele então desferiu várias facadas. A violência com que aplicou os golpes foi tão grande que a faca dobrou no corpo da garota”, pontuou o delegado.

O próximo passo da investigação, relatou, é ouvir testemunhas, e analisar computadores e telefones celulares para descobrir se há alguma motivação para o crime.

O garoto que confessou o assassinato, segundo Luiz Gonzaga Júnior, não tinha histórico de violência, e era considerado bastante extrovertido, e de fácil relacionamento com os colegas. Ele está sendo acompanhado por um psicólogo, e ainda hoje será apresentado ao Juiz da Infância e Juventude, que decidirá, ou não, pela internação. Pela idade, o garoto pode ficar internado por no máximo três anos.

Comunicação Polícia Civil Goiás